Assim como em 2018, PT se articula para repetir chapa “puro sangue” com Walter Alves e Cadu Xavier. Explico:



É evidente que Walter Alves não é do PT. Então, por que usar o termo “puro sangue” no título? Pelo simples fato de que ele já ocupa a vice-governadoria e é o candidato natural do grupo. Se até Lula o quer na cabeça da chapa, imagina o PT do RN…


E Cadu Xavier? Por que se lançou pré-candidato? Apenas para ganhar visibilidade, ocupar espaço na mídia e se tornar um produto eleitoral viável — tudo isso de olho na vaga de vice que o PT vai precisar preencher.


E por que Walter ainda não anuncia sua candidatura? Simples: o vice-governador é estratégico. Seguiu os conselhos do marketing de Fátima, que disse: “mergulha agora, para a rejeição não grudar em você”. Enquanto isso, mantém diálogo aberto com ninguém menos que Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa.


Mas por que o exemplo de 2018? Naquele ano, Fátima foi candidata e teve como vice Antenor Roberto, do PCdoB. Ou seja: uma chapa 100% alinhada ideologicamente — puro sangue — e sob total controle do PT.


E o PT não quer o PSD de Zenaide e o União Brasil de José Agripino? Quer sim! Mas uma coisa é certa: não abrirá mão de comandar a chapa.


Por fim — e não menos importante — não se surpreenda se o PT continuar no poder. Fátima Bezerra é habilidosa e já articula, nos bastidores, seu projeto de sucessão há mais de um ano.


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